Sessões de Leitura

 

Sessão 3 (maio 2017)

A terceira sessão de leitura foi realizada em maio. Os alunos deslocaram-se às instituições e levaram o tema da liberdade, inspirados na leitura da obra "Felizmente Há Luar!", de Luís de Sttau Monteiro.

Este é, de facto, um tema que pode ser muito interessante no encontro de gerações. Os momentos de partilha que sugerimos tiveram em vista a troca de experiências e saberes dos adultos com os jovens.

O que é a liberdade?

Pedimos aos utentes palavras para definirem a liberdade através de:

Nomes

Verbos

Adjetivos

Os excertos da obra “Felizmente Há Luar” foram lidos, em voz alta, pelas alunas:

"Que posso eu fazer? Sim: que posso eu fazer?"

"Sempre que há uma esperança os tambores abafam-lhe a voz…

E ficamos pior do que estávamos… Se tínhamos fome e esperança, ficamos só com fome… Se, durante uns tempos, acreditámos em nós próprios, voltamos a não acreditar em nada…"

"E enquanto eles andam para trás e para a frente, para a esquerda e para a direita, nós não passamos do mesmo sítio!"

"Não seria mais humano, mais honesto, ensiná-los, de pequeninos, a viverem em paz com a hipocrisia do mundo?

Mas não pode ser e, agora, estou sozinha. Sozinha e rodeada de inimigos numa terra hostil a tudo o que é grande, numa terra onde só cortam as árvores para que não façam sombra aos arbustos…"

"Que posso eu fazer? Sim: que posso eu fazer?"

O comentário dos textos breves e as histórias dentro da cabeça de cada um fizeram deste encontro um lugar de discussão de ideias e de exercício do pensamento crítico.

Flyer Sessão de Leitura        Excertos "Felizmente há luar"

 


Sessão 2 (fevereiro 2017)

No passado dia 22 de fevereiro, os alunos Inês Dionísio e Rodrigo Monteiro do Curso Profissional de Multimédia, do 11º ano, foram ao Centro Social de São José (CSSJ), no âmbito do Projeto "Leituras que Unem – À Sombra das Palavras". Na sessão, fizemos o paralelo entre século XIX, através do relato dos episódios d’Os Maias, de Eça de Queirós, com o século XXI. A crónica de costumes queirosiana foi sendo acompanhada, em cada um dos episódios descritos, pelo documento em suporte digital que inserimos nos tablets.

O encontro iniciou-se com uma introdução à obra "Os Maias". Seguiu-se um pequeno jogo didático que consistia em resolver um pequeno puzzle. Os utentes, depois de terminar o jogo com a ajuda de todos, observaram diversas imagens no qual estavam representadas situações críticas do nosso século – “Episódios do século XXI”. A partir delas discutiram-se os temas atuais, com a troca de pontos de vista e opiniões. Concluímos que, afinal, há muitos pontos comuns entre a crítica de Eça na sua obra e os tempos de hoje.

Ficamos muito satisfeitos com mais uma experiência no projeto, pois fomos bem recebidos e acarinhados pelos utentes do Centro. Esperamos ter contribuído para que todos tivessem um dia melhor.

Inês Dionísio, 11º PM

Tiago Rodrigo Monteiro, 11º PM

Flyer Sessão de Leitura              Imagens Episódios séc. XXI

 


Sessão 1 (janeiro 2017)

Os alunos visitaram os idosos do Centro Social São José e os utentes do Hotel de Dia do IPO para falarem sobre a questão do Erro. Do workshop, realizado na semana anterior, ficou a proposta para os alunos colecionarem os "erros" da História e da Ciência.

O ponto de partida desta sessão com a comunidade adulta situou-se na definição de erro presente no livro Caos - Manual de Acidentes e Erros, Keri Smith. Em estilo simples, fomos apresentando exemplos dos erros que colecionamos.

O texto de apoio desta atividade foi o Elogio do Erro, de Agualusa, do qual consta o seguinte excerto:

Todos os brasileiros conhecem os nostálgicos versos de Gonçalves Crespo: "Na minha terra tem palmeiras / onde canta o sabiá / as aves que aqui cantam / não gorjeiam como lá". Poucos sabem, porém, que estes versos mentem: os sabiás não nidificam e nem sequer frequentam as palmeiras. Graças à beleza singela dos seus versos, o desacerto do poeta tornou-se no entanto mais verosímil do que a certeza dos ornitologistas. Pode ser que nunca ninguém tenha visto um sabiá pousado numa palmeira mas esta imagem improvável é hoje um símbolo do Brasil. Gosto destes erros mais belos do que a vida. Há-os em todos os campos da actividade humana.

José Eduardo Agualusa. In Jornal “PÚBLICO”, 15/01/2001. Disponível em URL http://www.publico.pt/j153667 [Consultado em 06-01-2017].

Demos o salto da realidade para o plano da imaginação, onde o erro é permitido, não fosse a literatura o registo da função poética da linguagem. Afinal há um terreno em que não é só permitido, mas é também aconselhável ERRAR!

As estratégias práticas do workshop repetiram-se e os adultos erraram muito. E julgamos que terão aprendido algumas coisas interessantes!...

Terminamos com as palavras sábias de Gonçalo M. Tavares:

A imaginação não é assim um ver correto, pelo contrário: é um ver errado, um ver que distorce, um interpretar que falha. Mas este erro não é o erro de diminuir, de reduzir a intensidade, pelo contrário: é o erro que exagera, é um erro monstruoso, que aumenta um lado de modo desproporcional; há assim uma quase irresponsabilidade quantitativa pois o grau de irresponsabilidade exerce-se na alteração brusca dos números da realidade; as quantidades são tomadas de assalto e modificadas, puxadas, empurradas. Há a recusa do movimento coletivo de ordenar, de acalmar os números, movimento coletivo a que vulgarmente chamamos estatística.

Gonçalo M. Tavares, “Atlas do corpo e da imaginação: teorias, fragmentos e imagens”.

 

Flyer IPO   Flyer CSSJ

 

Galeria IPO de Coimbra 

 


 

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